
Diálogo
Olá meus caros, bom voltar a escrever no Gate depois de alguns dias; me mudei recentemente e ainda estou sem internet (que falta me faz
). Infelizmente venho tratar de uma situação polêmica e esclarecê-la na medida do possível, em respeito aos nossos leitores.
Há algum tempo publiquei aqui um post entitulado “O Novo Perfil da Juventude Evangélica no Brasil (Parte 1)”, que pretende ser uma análise, da ótica de um jovem a respeito de sua geração.
O fato é que desde a sua publicação venho sofrendo diversas críticas, dentre elas: que estou favorecendo “o liberalismo e o mundanismo dentro da igreja”; que estou indo de contra aos “princípios bíblicos e a obediência a Deus”. Confesso não ter dado muita importância de início, até saber através de um comentário postado por um leitor que o texto (não na íntegra, mas parcialmente) estava sendo abertamente criticado em outro blog de maior projeção na rede, pelo autor que, em suas palavras, me considerou: “um jovem cristão mal orientado que pensa ter descoberto a América” e seus ávidos leitores que prontamente se posicionaram a favor. Inicialmente me preocupei em avisar ao autor que todos os textos aqui do Gate são protegidos por direitos autorais e o pedi que citasse a fonte.
Fui criticado até mesmo por um erro de gramática (já corrigido), o que levou o autor a disparar conclusões pessoais, como se a minha falta de atenção não fosse justificável. Deixo claro que tão prejudicial quanto os erros ortográficos são as interpretações equivocadas do texto. Observe:
O autor criticou os primeiros parágrafos do post da seguinte forma:
O que o autor do artigo afirmou, de maneira efusiva, é uma grande falácia. Na verdade, precisamos voltar ao tempo em que os jovens ouviam mensagens sobre a santidade e cantavam no grupo da mocidade! Hoje, eles não querem saber de santificação (porque ouvem pouco sobre isso) e valorizam todo o tipo de superfluidade mundana, como estilos musicais eletrizantes (e erotizantes), danças, divertimentos, paquera, contrariando mandamentos e princípios da Palavra de Deus (Hb 12.14; Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-17).
A colocação do autor é equivocada, visto que de forma alguma levantei a bandeira de uma vida pecaminosa. Expus, porém, uma realidade vivida por muitos jovens cristãos que encontram julgamento e desprezo ao invés de diálogo aberto e efetiva orientação. Não fiz uma crítica aos grupos de mocidade e nem aos sermões sobre santidade, a crítica vai de contra aos que sequer reconhecem no jovem a possibilidade de fazer mais, frequentemente se ouve: “você vai ser o pastor ou diácono ou irmã de oração de amanhã”, amém; mas creio que Deus quer usar o jovem hoje e da forma que Ele quiser. Não posso negar, entretanto, que um conceito antigo de “grupo de mocidade” limita e muito o desenvolvimento de muitos jovens, funcionando como um esconderijo aos que olham o grupo de forma homogênea.
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